DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA (DMU) X SURDOCEGUEIRA
As pessoas com essas deficiências como as com as demais deficiências, sofreram e ainda sofrem discriminações em todos os âmbitos sociais. A DMU e a Surdocegueira apresentam características e peculiares que ora se diferenciam e ora se assemelham.
De acordo com os avanços educacionais e estudos de autores sério, estas características e peculiaridades, são estudadas, citadas e organizadas, de modo a facilitar o trabalho com essas pessoas, principalmente dentro do âmbito escolar.
Começaremos com MC INNES (1999) apud BOSCO (2010), esclarecendo, que a Surdocegueira, ao contrário do que se pensa, “(…) é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte”. Já a DMU, essa sim, segundo o MEC/SEESP (2002) apud BOSCO (2010): “(…) têm mais de uma deficiência associada (…) revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social.”
De acordo, com as formas pelas quais, as informações são captadas pelos alunos, MAIA (2011) nos diz, que O Surdocego precisa fazer uso dos canais sensoriais como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular para terem acesso as informações a sua volta. E a pessoa com DMU terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de referência.
No Âmbito escolar para as pessoas com DM, em relação ao posicionamento de acordo com BOSCO (2010) é indispensável uma boa adequação postural. Trata-se de colocar o aluno (…) de maneira confortável em sala de aula para que possa fazer uso de gestos ou movimentos com os quais tenham a intenção de comunicar-se e desfrutar das atividades propostas.
Para o aluno Surdocego como para todos os alunos é necessário repensar a organização espacial da escola e da sala de aula: mobiliário dos alunos, sinalização em diferentes linguagens, construção de rampas, banheiros acessíveis, sinalização e alargamento de corredores, dentre outros.
Segundo IKONOMIDIS (2010) a MOTIVAÇÃO é a chave da comunicação para as pessoas com DMU, focando em atividades funcionais e significativas para o aluno. E, para o SURDOCEGO, conforme ALVAREZ (1991) apud SERPA (2002) O TATO é sua conexão com o mundo e necessita do mesmo, para estabelecer comunicação e obter conhecimentos e aprendizagem.
De acordo com BOSCO (2010), é de importante ímpar para ambas as pessoas tanto com DMU, como com SURDOCEGUEIRA, FAVORECER e/ou DESENVOLVER: Às pessoas que não apresentam graves
problemas motores, aprendizagem do uso das duas mão; O esquema corporal é de
extrema importância; Recursos para a aquisição da linguagem estruturada no
registro simbólico, tanto verbal quanto em outros registros, como o gestual,
por exemplo; Constante interação com o meio
ambiente; O máximo de contraste possível entre
os materiais que lê e o ambiente, para ambos que tem baixa visão; Os
serviços de: guia-intérprete e de instrutor-mediador, para guiar, interpretar e
mediar a comunicação, bem como, monitores para apoiá-los em atividades extras
salas.
Em se tratando, de algumas estratégias para a comunicação, temos para o Surdocego, que Necessita: De pistas e/ou objetos de referência de antecipação de atividades; Estimular a pessoa para se comunicar e explorar o ambiente; Confirmar se ela está interpretando as informações e a todo o momento comunicar o que ocorre no ambiente.
Para a pessoa com DMU é Necessário: organizar o mundo da pessoa por meio do estabelecimento de rotinas claras e uma comunicação adequada; Desenvolver atividades de maneira multisensorial para garantir aproveitamento de todos os sentidos e que sejam atividades que proporcionem uma aprendizagem significativa com oportunidades de generalizar para outros ambientes e pessoas (atividade funcional); de um ambiente reativo, isto é, que responda a suas iniciativas. Seu tempo de resposta deve ser respeitado e a habilidades de fazer escolhas deve estar dentro de suas atividades programadas.
Ainda, conforme o Folheto FACT 3 – COMMUNICATION/Primavera 2005: ambos usam comunicação não simbólica (...) pais ou responsáveis são as primeiras pessoas a dar significado a certas vocalizações e movimentos corporais de bebês ou crianças pequenas.
No entanto, tudo descrito acima, nada terá validade, caso a individualidade dessas pessoas não sejam respeitadas e, sua essência humana valorizada como princípio primeiro.
REFERÊNCIAS:
Folheto FACT 3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 - Lousiana Department of Education 1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary Education.
KOMONIDIS, Vula Maria. Apostila sobre Deficiência Mútipla. 2010. Sem publicar.
MAIA, Shirley Rodrigues de . Aspectos importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo, 2011.
ROWLAND, Charity; SCHWEIGERT, Philip. Solições Tangíveis para indivíduos com Deficiência Múltipla e ou Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão Shirley R. Maia, 2013.
SERPA, Ximena Fonegra. Comunicação para pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Person Sordociegas, INSOR – Colômbia, 2002.nsorial, 2010.
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